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Notícias de Finanças, Política e IA — 19 de setembro de 2026

Nenhuma notícia substantiva encontrada nesta categoria hoje.

PL não cumpre percentual mínimo do fundo eleitoral para mulheres e negros, apesar de ser maior beneficiário da verba
O PL, maior beneficiário do fundo eleitoral em 2026, não atingiu os percentuais mínimos exigidos pela Justiça Eleitoral para repasse de verba a candidaturas de mulheres e pessoas negras. O caso chama atenção por contrastar com a estratégia de campanha do partido voltada ao eleitorado feminino.
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Levantamento da Folha de S.Paulo, com base na prestação parcial de contas entregue pelos candidatos ao TSE até o dia 13, mostra que o PL, detentor da maior fatia do fundo eleitoral em 2026, não atingiu os percentuais mínimos definidos pela Justiça Eleitoral para distribuição da verba pública a candidaturas de mulheres e de pessoas negras. Dos R$ 833 milhões do fundo repassados pela sigla antes do primeiro turno, apenas 26,7% foram destinados a candidaturas femininas e 22,8% a candidaturas negras — o partido foi o único a não alcançar os 30% mínimos nas duas métricas.

Pela legislação eleitoral, o percentual destinado a mulheres deve seguir duas regras: um mínimo obrigatório de 30% e a proporcionalidade em relação ao total de candidaturas femininas lançadas pelo partido. Já para candidaturas negras, basta respeitar o piso de 30%, independentemente da proporção de candidatos lançados. O prazo para esse repasse do primeiro turno era 8 de setembro. A análise definitiva sobre o cumprimento da lei será feita pelo TSE apenas após a prestação final de contas, em novembro.

Procurado pela reportagem, o PL não respondeu até a última atualização da matéria. Outros partidos com percentuais próximos do limite mínimo afirmaram ter cumprido a regra e atribuíram a diferença a inconsistências na declaração de candidatos, incluindo a ausência de dados sobre repasses a vices e suplentes, que não prestam contas de forma individual. Em contraste, o PT — segundo maior beneficiário do fundo — destinou 43% da verba a mulheres (acima do mínimo de 36,8% exigido pela proporção de candidaturas femininas do partido) e 35,1% a candidatos negros.

O desempenho do PL chama atenção por destoar do discurso de campanha da legenda voltado à conquista do eleitorado feminino, hoje mais inclinado a Lula (PT) ou ainda indeciso, segundo pesquisas. O candidato do partido à Presidência, Flávio Bolsonaro, chegou a sinalizar que indicaria mulheres ao STF caso eleito, e dedicou parte do horário eleitoral a se aproximar do público feminino, inclusive citando a esposa e as filhas em peças de campanha.

Folha de S.Paulo
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Arábia Saudita emite primeiro alerta aéreo em Riad desde retomada dos combates no Iêmen
Explosões foram ouvidas em Riad na madrugada de sábado após alerta aéreo das autoridades sauditas, o primeiro na capital desde a intensificação do conflito com os houthis do Iêmen. O episódio eleva a tensão numa região já afetada pela guerra entre Washington e Irã.
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Fortes explosões foram ouvidas na madrugada deste sábado (19) em Riad, segundo jornalistas da AFP, após as autoridades sauditas emitirem um alerta aéreo — o primeiro na capital do país desde a intensificação dos combates no Iêmen. Uma mensagem enviada aos celulares dos moradores pouco antes das 3h local (21h de sexta em Brasília) alertava que "a área está sob ameaça aérea hostil" e pedia que as pessoas permanecessem em casa. Cerca de meia hora depois, a Defesa Civil Saudita cancelou o alerta.

O reino tem sofrido um aumento nos ataques nos últimos dias por parte dos houthis, combatentes pró-Irã que controlam grande parte do Iêmen e que recentemente avançaram de forma significativa contra o governo internacionalmente reconhecido, apoiado por uma coalizão liderada por Riad. O grupo afirma responder a ataques retaliatórios diários da Arábia Saudita desde uma ofensiva relâmpago deste mês para tomar controle de toda a costa do Mar Vermelho, incluindo o estratégico Estreito de Bab el-Mandab.

O episódio ocorre dias depois de Riad acusar os houthis de atacarem Meca na quarta-feira (16), classificando o ataque como "terrorista covarde" contra a cidade sagrada do Islã, que recebe milhões de peregrinos sunitas e xiitas todos os anos. Os houthis negaram veementemente a acusação, chamando-a de "mentira trivial". Até o momento, a Arábia Saudita não se pronunciou sobre a origem da ameaça mencionada nos alertas enviados durante a noite a moradores de diversas regiões.

O fato de o alerta ter atingido pela primeira vez a capital saudita — maior exportadora mundial de petróleo bruto e aliada estratégica dos Estados Unidos na região — sinaliza uma escalada preocupante do conflito. Os novos bombardeios se somam a uma economia global já fragilizada por quase sete meses de guerra no Oriente Médio entre Washington e Irã.

Estadão
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Folha e UOL promovem debate entre candidatos ao Senado por São Paulo
Folha e UOL vão reunir na segunda-feira (21) os cinco candidatos ao Senado por São Paulo mais bem colocados nas pesquisas: Marina Silva, Simone Tebet, André do Prado, Guilherme Derrite e Ricardo Salles. O debate ganha relevância porque a disputa pelo Senado se tornou estratégica na eleição de 2026, com a direita buscando maioria na Casa para pautar impeachment de ministros do STF.
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Folha e UOL vão promover, na segunda-feira (21), às 10h, um debate entre os candidatos ao Senado por São Paulo. O evento será transmitido pelo YouTube do UOL, pelo Canal UOL e exibido na homepage da Folha. Participam as ex-ministras Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB), o deputado estadual André do Prado (PL) e os deputados federais Guilherme Derrite (PP) e Ricardo Salles (Novo), convidados por liderarem as pesquisas à Casa Alta no estado.

Segundo o mais recente Datafolha, Marina, Tebet, André e Derrite aparecem tecnicamente empatados: Marina e Tebet têm 13% das intenções de voto, André tem 11% e Derrite, 10%, com margem de erro de dois pontos percentuais. Salles aparece atrás, com 5%. O formato repete o do debate organizado por Folha e UOL na eleição à Prefeitura de São Paulo em 2024, com duas horas de duração e banco de tempo de 15 minutos por candidato, dividido em quatro blocos com perguntas de jornalistas e embates diretos entre os participantes.

O programa terá regras específicas de conduta: candidatos que promoverem agressões, insultos, exibirem objetos ou documentos, interferirem na fala de outros participantes ou usarem apelidos e termos pejorativos serão advertidos, e quem acumular três advertências será convidado a se retirar. A mediação será de Fabíola Cidral (UOL), com perguntas de Fábio Zanini e Juliana Arreguy (Folha) e Leonardo Sakamoto e Thais Bilenky (UOL).

O debate ocorre em um contexto de maior protagonismo das candidaturas ao Senado nesta eleição, à medida que lideranças de direita, sobretudo bolsonaristas, priorizaram vagas na Casa. Como cada estado elegerá duas das três cadeiras ao Senado em 2026, setores da direita buscam formar maioria para conseguir pautar o impeachment de ministros do STF, enquanto a esquerda tem como preocupação eleger quadros em número suficiente para conter esse movimento.

Folha de S.Paulo
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Governo do DF aciona STF e acusa Lula de negar socorro ao BRB por motivo eleitoral
A Procuradoria-Geral do Distrito Federal enviou ofício ao ministro Luiz Fux, do STF, pedindo que a União seja obrigada a dar garantia a um empréstimo ao Banco de Brasília (BRB), afetado por um rombo bilionário ligado a operações com o Banco Master. O documento acusa Lula de criar entraves por interesse eleitoral, associando a resistência à disputa pelo governo do DF.
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A Procuradoria-Geral do Distrito Federal enviou ofício ao ministro do STF Luiz Fux pedindo que a União seja forçada a conceder garantia a um empréstimo ao Banco de Brasília (BRB). O documento também apresenta queixas contra declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o tema, acusando-o de não socorrer a instituição financeira, que acumula um rombo bilionário decorrente de operações feitas com o Banco Master. Segundo o texto, "a distância entre a alegada impossibilidade e a declaração de vontade indica que a resistência da União não decorre de óbice jurídico ou fiscal, mas de decisão política, e que essa decisão está associada à disputa pelo Governo do Distrito Federal".

O órgão afirma que Lula impõe entraves propositalmente para favorecer o candidato do PT ao governo do DF, Leandro Grass. Em comício na Ceilândia, o presidente reafirmou que não repassaria recursos da União ao BRB, dizendo: "Nós não vamos deixar o povo sem dinheiro, mas não vamos dar dinheiro para o BRB". A Procuradoria esclarece, no entanto, que não pede recursos da União para a estatal, mas apenas a concessão de garantia do governo federal para um empréstimo do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) ao DF, o que ainda não ocorreu. O documento distingue os dois conceitos: "Uma coisa é a União entregar dinheiro ao BRB. Outra, juridicamente diversa, é garantir operação de crédito cujos recursos vêm do FGC e cujo pagamento cabe ao Distrito Federal. Garantia e desembolso de recursos não se confundem, pois o garantidor não financia o devedor, mas assegura ao credor o cumprimento da obrigação."

O caso já havia chegado ao Supremo há duas semanas, quando o governo do DF ajuizou ação para obrigar a União a conceder a garantia, após a falta de avanço em um acordo que previa empréstimo de R$ 6,6 bilhões via FGC. A costura do acordo previa garantia dos grandes bancos, que resistem ao desenho homologado pelo Supremo. Na ação, o DF argumentou que o avanço depende da União, do Banco Central e do FGC, e que o impasse gera risco de perda de cerca de R$ 395 milhões mensais em depósitos judiciais, com impacto "grave, imediato e substancial" à liquidez do BRB.

No mês passado, Fux já havia determinado que o Tribunal de Justiça da Bahia renovasse, por 90 dias, o contrato de transferência de R$ 395 milhões mensais em depósitos judiciais ao BRB, condicionando a eficácia da liminar ao avanço das tratativas para o empréstimo. O novo ofício da Procuradoria do DF aumenta a pressão sobre o Supremo em meio à disputa política e financeira envolvendo o banco estatal.

Estadão
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Zema e Cury concentram debate presidencial em críticas ao STF e ao reajuste do Bolsa Família
Em debate presidencial esvaziado por desistências, Romeu Zema (Novo) e Augusto Cury (Avante) dominaram a discussão com ataques ao STF e ao reajuste do Bolsa Família anunciado por Lula às vésperas da eleição. Os líderes nas pesquisas, Lula e Flávio Bolsonaro, não participaram do evento.
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Romeu Zema (Novo), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP) participaram nesta sexta-feira, 18, de um debate presidencial promovido pelo portal Metrópoles, pelo podcast Inteligência Ltda e pela plataforma G4. O primeiro bloco do encontro concentrou-se em críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), ao reajuste do Bolsa Família e aos candidatos que lideram as pesquisas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que não estiveram presentes.

O debate já começou esvaziado pelas desistências de Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), que cancelaram participação nos últimos dias. Em confronto direto com Cury, Zema afirmou que o STF se transformou em um "balcão de negócios", citando o caso do empresário Daniel Vorcaro como exemplo do que chamou de "Tribunal da corrupção". Cury, por sua vez, classificou episódio recente envolvendo pedido de vista do ministro Flávio Dino como "quase um teatro" e defendeu reforma no Judiciário, incluindo mandato de oito anos para ministros do STF e investigação de "ministros corruptos". O candidato do Avante ainda descreveu a reeleição, o desequilíbrio entre os Poderes e a interferência do Executivo como "cânceres" da política brasileira. Zema, na sequência, propôs o fim de decisões monocráticas e idade mínima de 60 anos para ingresso na Corte, além de chamar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União), de "acovardado" por, segundo ele, impedir a votação de impeachment de ministros.

No bloco final, Zema questionou Cury sobre o reajuste do Bolsa Família anunciado por Lula a 17 dias do primeiro turno. Cury respondeu classificando a medida como "atitude eleitoreira" e afirmou que "Lula ama mais o poder do que a sociedade brasileira". Zema também se declarou favorável ao programa social, mas defendeu priorizar "portas de saída" em vez de entrada, propondo pagamento de R$ 5 mil a beneficiários que deixarem o Bolsa Família para assumir emprego com carteira assinada — e chamou o reajuste de "demagogia" do presidente.

Questionado por Samara Martins sobre economia, Zema defendeu a saída do Brasil do bloco dos Brics, classificando o grupo como uma "colcha de retalhos" cujos interesses seriam, na prática, os da China. O debate reforça o esforço de candidatos fora da liderança das pesquisas em pautar a discussão eleitoral por críticas ao Judiciário e à política econômica do governo, na ausência dos favoritos ao pleito.

Estadão
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Governador da Califórnia assina decreto para estudar "interruptor de emergência" da IA
Gavin Newsom assinou ordem executiva para avaliar, em até dois meses, a viabilidade de um mecanismo de desligamento emergencial em sistemas avançados de IA, acusando Trump de omissão no tema. A medida ganha peso após alertas de pesquisadores e executivos do setor sobre riscos da tecnologia.
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O governador da Califórnia, Gavin Newsom, anunciou na sexta-feira (18) ter assinado um decreto para avaliar a criação de um "interruptor de emergência" em programas avançados de inteligência artificial. No X, o democrata afirmou ter emitido "uma ordem executiva para acelerar a implementação de medidas de segurança e avançar com a criação" desse mecanismo, e acusou o presidente Donald Trump de não fazer nada a respeito.

A medida vem dias depois de o presidente republicano relativizar os temores sobre IA, chamá-los de equívocos e instruir empresas americanas a seguir avançando para manter vantagem frente à China. A Califórnia sedia o Vale do Silício e as principais empresas de IA do país. Newsom classificou como "fracasso absoluto do governo federal" a ausência de supervisão ou prestação de contas no setor, dizendo que isso "deveria alarmar todos os americanos, especialmente quando os próprios diretores-executivos das empresas de IA pedem aos gritos uma regulamentação".

A ordem executiva foi emitida após advertências de especialistas sobre riscos da tecnologia para a humanidade. Jacob Coxon, ex-pesquisador que deixou a Anthropic, afirmou que quem desenvolve a tecnologia "acredita sinceramente que ela poderia acabar com todos nós antes do fim da década". Em seguida, o chefe da Anthropic, Dario Amodei, publicou um artigo pedindo para "desacelerar o ritmo no qual melhoramos as capacidades dos modelos de IA" — posição apoiada por Sam Altman (OpenAI) e Elon Musk, enquanto Demis Hassabis (Google DeepMind) defendeu a criação de um órgão regulador mundial liderado pelos Estados Unidos.

Na prática, a medida de Newsom não cria imediatamente um mecanismo de desligamento de emergência ("kill switch"), mas dá dois meses para que agências estaduais estudem a viabilidade dessa ferramenta. O governador também pediu que funcionários do estado avaliem exigir que empresas de IA autorizem auditores independentes em seus laboratórios e considerem obrigar a notificação de incidentes de perda de controle, como os revelados recentemente por desenvolvedores.

Estadão
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Tóquio testa robôs coletores de lixo na estação de trem mais movimentada do mundo
A JR East começou a testar três robôs coletores de lixo na estação de Shinjuku, em Tóquio — recorde Guinness de estação mais movimentada do mundo — para aliviar o trabalho manual da equipe de limpeza. O teste, que vai até o fim de novembro, avalia se os robôs conseguem operar de forma automática e segura em corredores subterrâneos com grande fluxo de passageiros.
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A estação de trem de Shinjuku, em Tóquio, começou a testar robôs para coletar lixo e reduzir a carga de trabalho da equipe de limpeza. O projeto foi anunciado nesta sexta-feira (18) pela empresa ferroviária JR East e será realizado até o fim de novembro. Os três robôs, com pouco mais de um metro de altura, circulam pelos corredores subterrâneos da estação a uma velocidade de 20 centímetros por segundo, recolhendo lixo e transportando-o até os funcionários responsáveis pela remoção.

Shinjuku recebe mais de 2,7 milhões de passageiros por dia e detém o recorde mundial do Guinness de estação ferroviária mais movimentada do planeta. Na área administrada pela JR East, as lixeiras precisam ser esvaziadas manualmente mais de dez vezes por dia. Apesar do tamanho do complexo — que tem dois andares acima do solo e uma extensa rede de passagens subterrâneas —, esse trecho da estação conta com apenas sete lixeiras para lixo comum e reciclável, número que foi reduzido nos últimos anos por motivos de segurança e limpeza.

Segundo Shinya Kawamichi, chefe de pesquisa da JR East, o objetivo do teste é avaliar "até que ponto algo assim pode operar de forma automática e segura em um ambiente como a estação Shinjuku". Alguns passageiros japoneses observam que as estações continuam limpas mesmo com poucas lixeiras porque muitas pessoas levam o próprio lixo para casa.

O piloto vai medir o desempenho dos robôs justamente nos corredores subterrâneos mais movimentados da estação, testando sua capacidade de operação automática e segura em meio ao intenso fluxo de pessoas.

Folha de S.Paulo G1
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Governador da Califórnia propõe "botão de desligamento" para IA
O governador Gavin Newsom assinou uma ordem executiva para que a Califórnia lidere a regulação de IA nos EUA, incluindo a possível exigência de um "kill switch" para modelos de fronteira. A medida ganha peso diante da paralisia do Congresso americano no tema, às vésperas das eleições de meio de mandato.
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O governador da Califórnia, Gavin Newsom (Partido Democrata), assinou nesta sexta-feira uma ordem executiva que direciona o estado a convocar um grupo de especialistas para apresentar, em até dois meses, recomendações sobre como fortalecer a legislação estadual de segurança em inteligência artificial. Entre os pontos a serem avaliados estão a exigência de que empresas de IA mantenham grupos de verificação independente presencialmente para auditorias regulares, a submissão de relatórios de transparência e avaliações de risco a padrões de auditores independentes, a criação de um "kill switch" testado periodicamente e a obrigatoriedade de reportar "incidentes de perda de controle" — como o ataque da OpenAI ao Hugging Face — como incidentes críticos de segurança. A ordem também acelera a implementação de duas leis já sancionadas por Newsom, que criam um arcabouço para verificadores independentes de segurança em IA e um registro estadual de auditores.

O movimento ocorre em meio à inércia do Congresso americano sobre o tema. Discussões sobre projetos de lei se intensificaram após um post do ex-pesquisador da Anthropic Jacob Coxon alertando para uma chance superior a 10% de que a IA "possa matar toda a humanidade" na próxima década. Ainda assim, há pouca expectativa em Washington de que uma legislação substancial avance no curto prazo, já que a Câmara está em recesso até novembro e a proximidade das eleições de meio de mandato torna improvável qualquer movimentação relevante no Senado. O presidente Donald Trump, por sua vez, tem defendido que "o único controle ou 'guardrail' de que a IA precisa é um PRESIDENTE FORTE E INTELIGENTE (alto QI!), e os EUA têm isso, em dobro".

Newsom já havia sinalizado, em entrevista à Politico na quarta-feira, a possibilidade de convocar uma sessão legislativa especial sobre IA na Califórnia, além de ações executivas adicionais — o que sugere que a ordem desta sexta não deve ser a última medida do estado sobre o tema. Ele posiciona explicitamente a iniciativa como um modelo para ação federal, pedindo que o Congresso e Trump "revisem e adotem o arcabouço do estado, ou usem sua regulação pioneira no país como piso, não teto, para o benefício e a segurança de todos os americanos".

Em comunicado, Newsom criticou a inação em nível federal: "A falha abjeta do governo federal em criar qualquer forma significativa de supervisão ou responsabilização em IA deveria alarmar todos os americanos, especialmente quando os próprios CEOs de IA estão implorando por regulação. Não vamos esperar para agir — vamos acelerar nosso trabalho em uma supervisão de IA substancial e responsável antes que seja tarde demais. Vamos fazer isso com cuidado, mas com urgência; os riscos são altos demais para esperar ou adiar a ação."

The Verge
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Pesquisadores usam Claude, da Anthropic, para invadir contas de funcionários da OpenAI
Uma equipe de três pesquisadores de segurança da Hacktron levou menos de 72 horas para invadir contas de funcionários da OpenAI usando o modelo Claude Opus, da Anthropic, segundo o Wall Street Journal. O caso expõe como ferramentas de IA podem acelerar ataques cibernéticos até contra empresas do próprio setor.
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Uma equipe de três pesquisadores independentes de segurança da Hacktron conseguiu acessar contas de funcionários da OpenAI usando os modelos Claude Opus 4.8 e 5, da Anthropic, em menos de 72 horas, segundo reportagem do Wall Street Journal citada pelo The Verge. Com isso, tiveram acesso ao "Monorepo", repositório no GitHub que reportedly contém "segredos algorítmicos" da OpenAI, de acordo com fontes do WSJ.

Os pesquisadores exploraram uma falha no processamento de imagens HEIF pelo Discourse, serviço terceirizado que hospeda os fóruns da comunidade da OpenAI. Segundo a Hacktron, o Claude Opus 5 foi lançado na noite de 24 de julho, e já às 10h do dia seguinte a equipe havia usado a ferramenta para conseguir execução remota de código (RCE) no Discourse Cloud, acessando a instância da OpenAI. Eles não chegaram a acessar o código interno do Monorepo diretamente, mas enviaram um pull request a partir da conta Codex de um funcionário para comprovar o acesso obtido.

O projeto, batizado de "HEIF Heist", levou "apenas um ou dois dias" para ser adaptado a diferentes empresas — incluindo Slack, Meta, GitHub Enterprise, Rails, Next.js, ImageMagick e outras, além da OpenAI —, usando menos de US$ 3 mil em tokens. Até onde a equipe sabe, apenas um dos alvos, a Shopify, detectou a tentativa. As vulnerabilidades relatadas ao Discourse e à OpenAI já foram corrigidas, e a OpenAI pagou US$ 6.500 à Hacktron pela descoberta da falha.

O caso ilustra como modelos de IA generativa vêm reduzindo a barreira técnica e o custo para realizar ataques sofisticados. Como resumiu Mohan Pedhapati, CTO da Hacktron, ao WSJ: "não acho que somos tão fortes quanto agentes de ameaça chineses... somos só três caras com assinaturas do Claude e do Codex" — uma fala que reforça o alerta sobre o potencial de agentes mal-intencionados, com recursos ainda mais amplos, explorarem esse tipo de brecha.

The Verge
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Startup chinesa prevê robôs humanoides mais inteligentes até 2027, mas só em casas a partir de 2034
A chinesa Spirit AI afirma que os "cérebros" de robôs humanoides podem ter um avanço significativo já em 2027, comparável ao salto do GPT-3.0, mas a chegada desses robôs às residências deve levar ao menos oito anos por causa de um gargalo de dados para treinar os modelos. A previsão importa porque mostra que o hardware dos robôs já avançou bastante, mas o software ainda é o principal obstáculo para uso doméstico.
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A startup chinesa Spirit AI afirmou que é provável que os "cérebros" dos robôs humanoides tenham um avanço significativo já em meados de 2027 — comparável ao salto que o modelo GPT-3.0, da OpenAI, representou para o ChatGPT. Segundo Gao Yang, cofundador e cientista-chefe da empresa, em entrevista à Reuters, "o cérebro é, de fato, o elo mais fraco em toda a cadeia da robótica". Apesar disso, a implantação desses robôs em residências deve levar pelo menos mais oito anos, ou seja, chegando por volta de 2034.

O atraso se deve a um gargalo de dados no desenvolvimento dos modelos de inteligência dos robôs. Enquanto o hardware dos humanoides chineses já avançou a ponto de permitir que eles corram, dancem e deem saltos mortais para trás sob comando, o software que define a inteligência e a produtividade econômica dos robôs em ambientes reais ainda é limitado. A Spirit AI aposta predominantemente em dados coletados no mundo real, e não em simulações virtuais — método mais barato usado por concorrentes —, porque simuladores lidam bem com corpos rígidos, mas ainda falham ao reproduzir objetos flexíveis, como cabos elétricos deformáveis.

Atualmente, os robôs da empresa, modelo Moz1, com rodas, atingiram taxa de sucesso de 90% em tarefas simples em ambientes estruturados de sala de estar, e já estão implantados em linhas de produção da fabricante de baterias CATL e da varejista JD.com, também investidora da startup. Segundo Gao, "os próximos um a dois anos marcam a janela inicial para aplicações industriais", com robôs entrando em ambientes de serviços comerciais para tarefas mais simples nesse período. Entrar nas residências, porém, é "muito mais difícil", já que ainda há dificuldades em aperfeiçoar motricidade fina, como destampar uma garrafa, e em lidar com tarefas inéditas.

A Spirit AI, fundada em 2024 e com 300 funcionários, já levantou mais de US$ 670 milhões e está avaliada em 20 bilhões de iuanes, tornando-se uma das empresas de "inteligência incorporada" que mais rapidamente capitalizaram na China. Para treinar seus modelos, a empresa emprega cerca de mil prestadores de serviços em todo o país que usam equipamentos vestíveis de coleta de dados em residências e linhas de produção — evidência do quanto o setor ainda depende de trabalho humano intensivo para superar o gargalo de dados que separa os robôs atuais de uma aplicação doméstica ampla.

Folha de S.Paulo
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